segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pouco muito


E quando palavras te faltam, e os cachos te enlaçam
E quando dizer não é significar, e significa o que digo
E quando labirintos espelham folhas que refletem luz obscura
E quando os fardos estão fartos deles mesmos que querem cair
E quando se sabe o que quer, e querer sem querer é belo saber

É quando prefiro a canção que acalenta e afaga
Que ad verba o paradoxo do refrão vi(scer)tal.

                                                                                                                         Rh.

sábado, 10 de março de 2012

Eu, prazer. Prazerosamente eu.

[Finalmente dedicado a mim mesma, cara escritora].

        Entendo, ou possivelmente subentendo, a que proporções divertidamente desproporcionais senti e não senti vontade nesses tempos de escrever neste recital. Tempos estes que recebi supostos convites talvez ansiosos, espero curiosos, com o pedido questionador sobre quando escreveria eu de novo. Vou revelar-te um mero segredo, mero leitor. O que escrevo aqui é interessantemente sem regras, para ser bem justa com a suposta artista aqui guardada. Vê bem, não é uma regra não ter regras; apenas é. Por vezes, parece que o "post" tem sido escrito na minha mente durante um bom tempo e depois o amadureço com palavras; outras vezes, apenas é.
        Assim sendo, escrevo. E escrevo devido ao 14 de março, leitor esquecedor. Dia da poesia, dia da água, e dia dos meus completos 19 anos. Acredita, costumeiramente me pergunto se ando mudando, ou mudo andando, a forma de escrever. Espero não cair (risos). Quedas fazem bem também, mais importa é andar. Então, ando conversando com a figura do espelho, muito menos de figura e muito mais de conversar:
- Eu, prazer.
- Prazer, eu.

        Compreende, leitor, que o mergulho do tempo também pode refletir na água alguém que pareces desconhecer. Até onde eu saberia me descrever, de escrever cartas em garrafas de vidro e jogá-las ao mar Meu contando-me gostos meus, limites meus, vontades minhas. Pergunta retórica retorna a mim mesma e dá voltas em ondas revoltas. Conto, no entanto, que isso apenas é sentir-se completa, ou completo, leitor, leitor eu completo, a ponto de superar tantos medos e inseguranças que te eram tão volumosas e imponentes. Cabe aqui lembrar-te que muitos podem ter transpassado certas fases engrandecedoras por demais e irritantes aos outros dado ao ego volumoso. "Memoriando": não necessariamente tais imponentes figuras nadam por um auto, melhor, ou pior... Desauto-conhecimento!
         Tudo começa com quem começou. A revolta, o desapego e a compreensão que tudo e todos podem decepcionar uns e outros humanos, mas a ti mesmo, espera ao menos que seja prazerosamente. Dar meus próprios exemplos certamente, leitor barato, pode dar-te bons motivos de riso e minha ridicularização. Vê? Resquícios de tantas preocupações antigas referentes aos repetidos outros. Enfrento e começo! Orações a Deus, Nosso Senhor que enche corações cristãos, espelhos e sapatilhas da aula de balé, mãos próprias ao volante, Noite escura a luz de uma vela para ouvir Beatles, filmes brilhantes aos olhos descobertos por surpresa, dias inteiros Beirutando, conversas elementares sinceramente, unhas feitas e feito unha, mel com pão e mel com torradas e mel com mel... E sobretudo, entender que amigos, amigas e pretendentes pretensiosos nem sempre devem ter-lhes meu coração aberto. DEUS e Família obrigatoriamente não obedecem a esta regra. E muito menos eu, prazerosamente eu, sem regras. Apenas sou.

 [Finalmente, termina com quem termina].

                                                                                                       Rhaíssa Bentes Leonel

                                                                                                FIM.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Curioso estudo sobre esmaltes

       [Em memória e em Sonhos de Menininha, a KuaL não muIto lhe agrada a SugeStiva e dimInutivA NomEnação. Acredita, amado leitor, apesar de tudo, ainda creio que ela muito me guarda admirações e gostos fraternos, por mais que negue o crime. Advogada de defesa, apresentando-se].
       Leitor leitor, não hei de começar discursos jurídicos nisso tudo. Nada mal seria se advocacia fosse minha futura formação, mas rima não põe mesa ao pão... Prefiro pão à mesa! (risos). Prolixando e auto-dialogando; avisei pra te acostumares, lembra? É meu recital, não me jogues tomates e verduras desvalidos; gosto mais das texturas que a moda tem a oferecer. Compreender o porquê de ter eu começado o escrito em tom, e não discurso, jurídico é uma explicação que muito menos eu posso dar. Foram biscoitinhos, leitor, degusta e p(r)onto.
        Mulheres que degustam biscoitinhos, imagina, leitor e leitora... Pula os farelos, e sim, chega às pontas que deviam ser bem analisadas. Unhas, e não tão somente elas, mas as texturas que a moda tem mais uma vez a oferecer. Leitores homens, meus homens leitores que leem e pensam que nada lhes concerne. Pode-se conhecer um pouco de uma mulher, ou ao menos por qual fase ela passa, estudando esmaltes. Curioso não? O poder dos esmaltes, ao menos a esta que te escreve, meu caro leitor, é inimaginável. Confesso a desconfiança do fato devido à baixíssima assiduidade a salões de beleza. As poucas vezes que tenho minhas unhas feitas e pintadas, esmaltes me trazem diferentes sensações. E ainda, se Clarice Lispector gostava de escolher um livro pelo título, leitor meu, escolho meus esmaltes, antes por cores obviamente, mas também pelos seus nomes.

                                                
  
          CURIOSO ESTUDO SOBRE ESMALTES (cores, jeitos, nomes e sensações. Baseado em fatos reais)

1. Renda: típico branco, tradicional. Tomado muito como cor em si e em francas combinações. Transmite-me segurança, delicadeza, romantismo, sobretudo por sugerir o tecido.
2. Jabuticaba: tom de vermelho escuro, vinho. Lembranças de Minas Gerais, do meu pai e de seus gostos pela fruta que dá o nome. Foi o primeiro esmalte que usei no tom de vermelho; enorme mudança.
3. Tomate: vermelho vivo que ainda não usei; o nome não me agrada muito. Ainda estou experimentando tons mais vinho cujo os nomes não me marcaram. Trazem-me sensação implacável de poder e decisão. Tons de vinho têm certa embriaguez sedutora.
4. Algodão doce e   5. Boneca: juntos, nas pontinhas de meus pés. Tons de rosa que fizeram imaginar-me menininha que brinca no parque segurando uma boneca e um algodão doce em cada mão. Foram pra compensar, mesmo que escondidos, o vinho das mãos.
6. Glitter: gostava dos mais delicados e sutis. Era para que as mãos, geralmente com francesinha, ganhassem algum brilho, brilho algum. Também aumentam a duração do esmalte na unha.
7. Francesinha: um dos jeitos que mais usava. Romantismo além das fronteiras culturais. Vive la France!
8. Unhas decoradas: nem sempre encontrava alguém que as fazia, até porque nem as tanto procurava. Passava intermináveis minutos à manicure para escolher algum desenho que mais me representava e pudesse ser mais bem feito. Os florais eram os preferidos. Com vigor, retiravam-me um aprecio artístico.

     Talvez assim como manicures, leitor inquieto, não aguentas mais tantas dúvidas e cintilações sobre esmaltes. E foram apenas oito itens. Com o tempo, meu estudo ficará mais experimentado, e se tiveres a curiosidade, discutiremos além dos farelos. Pintar as unhas é um dos Sonhos de Menina de tantas.                                                                                          
                                                                                                           Rhaíssa Bentes Leonel.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Jean Noël!

Dessa vez, vê bem o que me inspirou a tudo escrever:
"Minha cara recitadora, escritora e menina-mulher dos cachinhos dourados... Nossos pensamentos são tão complexos... Falamos, debruçamos em nós e em nosso redor as emoções mais explícitas de nossas almas. Que estão à flor da pele pedindo para serem jogadas aqui, escancaradas para nos aliviarmos...

Mas afinal o que importante? Não é o por do sol? E o arco-íris? E o sorriso numa criança? E um abraço de um amigo que não via há 1 ano ou 2 se não me falha a memória? E um almoço em família? E as belas e inesquecíveis gargalhadas às 2 horas da manhã (xiii... mais baixo, ninguém pode acordar!)? hehehe

E nos achamos tão complexos e queremos viver de forma tão simples... Então seria ser simples a mais complexa e bonita forma de viver? Ah, que pensamentos mais engraçados estes. Nos vemos como compostos e no fim queremos ser apenas um sujeito simples.

Um dia o meu desejo é deixar de me perguntar o porquê de tudo e sim acreditar que "nada sei" e de que adianta saber? E que o importante é viver cada detalhe mas sem se preocupar com nada mais além que minha diversão e dos meus amores. (Mas sei q é difícil! Ah nossa mente veloz...)

Bjooos ;*    ".  Bilhetinho escrito pelo Jerocílio no post passado.

      Acabou acontecendo, dia 28 de novembro de 2011, às 22h20 em Manaus. Jean e seus olhinhos nos deixaram, deixaram o mundo terreno para conhecer a casa de Nosso Pai. Ele, por amor, já estava se afastando desta cara recitadora, escritora e menina-mulher dos cachinhos dourados. Justamente por meus pensamentos tão complexos e pelas emoções que estão tão à flor da pele. Por amor, ele queria que "sa petite Rhaíssa" se concentrasse na faculdade. Queria vê-la formada e boa médica. Et tu vas voir!

      O que importa? Importa muito o seu sorriso escondido na barba, suas sábias palavras, seus ensinamentos de francês, de fé e da vida! Importa, Jean, que pela tua doença, me ensinaste a encontrar motivos para sorrir todos os dias, os mesmos motivos que levavam os outros a me acharem louca ou "feliz demais" certas vezes. Apenas e muito mais que apenas, me ensinaste o valor da vida. Sim, me ensinaste a apreciar o pôr-do-sol, um arco-íris, um amigo, um almoço em família, as nossas gargalhadas, com certeza! Poderia até acrescentar que ensinaste a apreciar o ar doce e efêmero das borboletas assim como as revoltas chuvas que tanto temos aqui. Merciiii! Merci monsieur dictionnaire! (risos).

     O que importa é que eu tenha guardado tudo isso bem guardado no coração, tudo que nos deixaste de bom. Essas sementinhas de Feijão mágico que plantaste aqui um dia vão sim crescer para que ainda possamos te visitar aí no céu. Un jour, fleur du jour!

     Bem, neste escrito, eu já não escrevo como de costume escrevo. Talvez para ser simples e não tão complexa como gosto de inventar ser. Então, sem rodeios, eu digo. Esse Natal não será nem um pouco como todos os outros. Poucos presentes materiais; mas um ausente que faz muito mais falta, bien évidemment!

     Jean, que nesse Natal tu possas acalentar o coração de teu par, a senhora minha mãe. Ela também espera que uma estrela cadente a faça brilhar. Pra ela, o Natal sempre foi algo de mágico e cheio de Deus e do Espírito Santo em nossas vidas. E que ele continue a ser! Ora por nós ai de cima, nosso anjo da guarda. Tu restes toujours responsable pour ceux qui tu as apprivoisé; et on était plein, tu le sais!

Como diz em francês, Joyeux Noël, ou melhor, Jean Noël à tous!
Et qu'il soit joyeux comme toi, J'♥.

[Guitarre classique, comme tu aimes] 

                                                                                                                           Rhaíssa.

sábado, 19 de novembro de 2011

"A vida é uma Ópera"

     Se acaso ainda não tenha ficado evidente, leitor minimizado, qual é uma das minhas mais óbvias influências nestes escritos, espero que a frase acima tenha lhe ajudado. Um belo conselho ao ler os tais ditos, contrário a outra citação do mesmo que me empresta um certo estilo linguístico e literário: "Consulta os dicionários!" Pesquisa, vai a fundo e retira esta preguiça mental de compreender o falado e o dito e, sobretudo, o não-dito e o não falado. Se ao menos te questionas e te interessas em entender, já venci a maior barreira! E depois, com imenso prazer explico, como quem responde sinceramente: Não, o prazer é todo meu. Apenas gosto de incitar tua curiosidade curiosa em saber o que ponho à mesa sobre a qual te debruças e te serves. Com esforço compreendo também que nem todos apreciam o ar gastronômico e astronômico das Palavras. Se aqui te incluis, fica, pois, exposto o convite para não esqueceres que tudo isto é um Recital.
      Voltando ao que deveria ser o começo, se já me conheces, vai, perdoa o começado de divagações. Como já dito em fotos "minhas" facebookianas que parecem muito mais interessantes a mim do que aos outros, divagações... São inerentes a mim mesma mercê (risos). Tudo bem, urge a ti pelo o que percebo, fatigado leitor, o tão esperado




INÍCIO.
        A vida é uma Ópera. A explicação que deu ele no capítulo IX, de tudo não me agrada. Vê, apesar de gostar de algo, não aprecio por completo. Acredito que a maior diferença entre mim, um ser humano, e o gatinho, bichano mesmo, que está deitado ao pé de mim, é a capacidade que tenho em pensar criticamente e assim avaliar e aceitar ou não o que me é imposto. Entre tais saudáveis discordâncias, coloco minhas saladas  de teorias. Posso ser eu então a tenor? Bem, se quiseres abandonar a leitura aqui, é uma pena. Retruco que até este bichano vai me escutar; ela já dorme e tudo isso será como música para seus ouvidos. Miau! (risos).
       Estamos no mundo das aparências no qual a verossimilhança conta mais que a própria verdade [trecho capturado de "Fragmentos" de uma obra de Luiz Fernando Carvalho]. Oh, meus parabéns, Rhaíssa, que bela novidade vem nos trazer. Largue de mim! Já percebeste que discursei indiretamente com a mesma interlocutora que fala? (risos). Entenda que da mesma forma como digo ser uma e depois digo ser outra, neste mundo ora pareço ser uma, ora pareço ser outra. E não, leitores projetinhos de médicos, grupo no qual me incluo felizmente, não me venham em falar de transtornos de personalidade ou transtorno dissociativo de personalidade. Descansa essa vil mente patológica, faz favor! Dá-te o luxo de esquecer, pelo menos até o ponto final, que estudas tal faculdade. Não faz mal perder as faculdades mentais, vez em quando, se te pões limites indolentes e adolescentes (risos).
       É este o louco mundo em que parei e pirei, leitor, meu caro leitor. Mundo de máscaras, vida de Óperas. Como resposta a tudo isto, tentei ser a mais transparente possível, ser eu mesma espontaneamente na tentativa de tudo ponderar e não aceitar o que manda o figurino. Porra de figurino! Primeiro palavrão! Muito bem, Rhaíssa! E o que vão pensar ao ler isto? Ora, vão pensar que talvez eu nem importe com o que eles pensam. Engano, famoso engano! E não é que me importo? E por tanto me importar é que insisto em não parecer que me importo. Foi talvez inconsciente, diriam teorias psicanalíticas. Para proteger uma frágil e romântica menina, fez-se a maluca e mascarada Rhaíssa. Gosto das duas e não pretendo perder nenhuma delas, meu leitor amado (risos). Amadurecimento, transposição de fases, menina-mulher. Uma parte da Ópera da vida que escuto vendo a linda mágica das máscaras.

 
[Ia colocar uma foto minha ao invés de música nesta Ópera-bufa que finalizaria no paradoxo em não ter música! Mas, ser técnica em desinformática não ajudou e o Acaso me soprou a ideia de colocar o que me deu a ideia em escrever tais linhas. Une chanson de Julien Doré; celui que lui aussi confronte le monde de masques de sa propre façon avec passion et humour].


                                                                                                                          Rhaíssa.

sábado, 22 de outubro de 2011

Complete aqui:

"Aqui, Rhaíssa:    ...........................................................  ".


Caro leitor leitor e leitora leitora deste blog. Perdoa o tempo e a demora, fizeram-se infinitos motivos para tal ..................................afastamento. Completo-me aqui. Tinha saudades e confesso também que percebi, além da minha própria falta, a ausência do acordo literário publicado por mim. A ti prometi e por ti vou cumpri-lo com esta prosa em versinhos. Ela pode mesmo distoar com a face que até aqui apresentei; mas não a escondo, meu caríssimo leitor, afinal, todas elas me completam.

Logo adianto que a escrevi em 2009: ano de revoluções e vestibulares próprios contidos numa escola, falando em lato senso, de plenos status e estatutos.

                     "Raiz materna

Sociedade capitalista assim educa
Suas mulheres: Barbie,
Bonita, popular, rica e sem cuca.
Iguais, todas produzidas em série
Assim devem ser as progenitoras
dos advogados, médicos e empresários
Futuros comandantes do país
Sem valores e falsários.

Depois reclamam:
'O Brasil não vai pra frente!'
Os líderes corrompidos sujam
O país esquecedor de gente
Povo que se alegra com pouco
E que enfrenta as consequências finais
Do sistema capitalista louco,
Que engole a fonte de humanidade:
As mães.


Agora são mulheres robôs
Que não se recordam da Família
Esquecem o valor dos Valores
E tentam se igualar aos homens corrompidos
Que dirijem a sociedade.
Opa! Esqueceram-se de seus filhos
Os poucos que ainda sobraram
Entupidos por brinquedos e aulas
Cuidados por babás,
Sem limites e autoritários;
'Deixa! O Mundo os educará'.

Depois espantantam-se com o que criaram.
Sem humanidade das Mães,
São meras mercadorias
Manipuladas por consumismo e moda
Assim é a juventude sem voz
E sem Mãe."


Depois dessa, que tal uma musiquinha para completar? Letra e vídeo debochados e engraçados que certamente preenchem bem os versos supracitados.

       



                                                                                                            Rhaíssa Bentes Leonel

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ensaio sobre a loucura

[Escrito não como quem lhes joga indiretas, mas dedicado, como quem especialmente a estes mostra, em ordem alfabética, a: Arienne, Camila Maria, Juliane Souza, Katienne, Luciano Monteiro, Stephany e Zelando também dedicatórias a todos que assim desejarem].

     Sinceramente não sei ao certo que sensação este título te provocou, caro leitor. Vê bem que o meu intento está longe de te causar medo ou susto. Aceito o riso já que com certeza daria gargalhadas "contigo", mas ponha-te limites. Sabes que eu preferiria teu sorriso de compreensão.
      Toda esta construção de conhecimentos nada facultativa da Faculdade de Medicina é um tanto enriquecedora e necessária, verdade seja dita. Mas, como já me falavam: é preciso ser um pouco louco para enfrentar tal desafio. [Breve parênteses, ou chaves ou até Seu Barriga já que não são tão breves, para dizer que estou numa louca confusão para escrever tudo isto; p a l a v r        a     s  nã   o  sae    m  fa  c i     l ment                  e]. Com toda sinceridade, digo que assumo essa tal "loucura" da qual tanto tenho sido acusada. Assumo sorrindo, leitor desmedido, e até, como se diz nos tais 144 caracteres, jogo da velha rindo alto (risos). Advinhas por quê? Não, eu não estou rindo de mim mesma. E não, não penses que eu vou explicar tudo, meu bembem. Ei, já te perdeste? Pega tuas sapatilhas, vamos ensaiar!
      Gosto de acreditar no ser humano e suas faces com alma, espírito e corpo. Disso tudo, podia já retirar um resumo bem fascinante, dito mente. A mente humana, ao meu ver, leitor leitor, não pode ser limitada somente ao que vê; ela cria e com capacidades totalmente inimagináveis. Boa antítese, não? Criações inimagináveis da mente (risos)! Então, atando as pontas mostradas... O estudar enfadonho de tudo tão medicalmente real provoca na mente desta que escreve, e escreve propositalmente de forma confusa para que entendas um pouco o que se passa aqui dentro, uma talvez gostosa "loucura". Até Anna Freud convido pra me defender. Ela descreveu os chamados mecanismos de defesa do ego, leitor nada leitor. Vê o argumento que ela emprestaria sob criação minha, por certo. Minha mente aprendeu a gostar de criar, lendo livros, vendo filmes, ouvindo músicas ou mesmo prestando atenção numa aula de Patologia, e. g.. Inventa de tudo e se defende do mundo, fazendo piada de tudo ou até mesmo escrevendo; são mecanismos de defesa que encontrei e com os quais até rimei.
      Que tal? Pegaste a coreografia? Não? Devem ser estas sapatilhas velhas, desgastadas que te calejam. Calma, tome estas novas. Mas, precisas de ensaio e principalmente de sensibilidade. Ouve a música que a tua vida toca, leitor desengonçado. Olhe a ti mesmo no espelho para enxergar-te um pouco mais. Vê? Também estou tentando.  Percebe agora que julgamentos enfadonhos enfadonham enfadonhamente e subjulgam os julgados. Diriam, o que é ser "louco" afinal, tresloucado amigo, não é, Bilac? Onde estaria o limite do normal, patológico e quem sabe, até do genial? Isto tudo é tão subjetivo que eu prefiro calçar minhas sapatilhas, e o meião, e pôr a saia, melhor, quero agora um tutu e...

                                                                                                                             Rhaíssa Bentes Leonel